[CRÍTICO] A vasta noite

[CRÍTICO] A vasta noite

No final da década de 1950, no Novo México. Uma jovem ao telefone, Fay e um locutor de rádio, Everett descobrem uma estranha frequência com chamadas e bipes perdidos e anônimos que levam Fay e Everett a resolver o enigma ...

Entre a miríade de diretores novatos que tentam encontrar um lugar no mundo da sétima arte, poucos conseguem desde seu primeiro trabalho estabelecer-se imediatamente como futuros grandes (a menos que sejam chamados de Sam Raimi, James Cameron ou outros).

Se não se sabe se Andrew Patterson conseguirá familiarizar os grandes, a sua primeira prova cinematográfica deixa em todo o caso pressentir o melhor.

Pequena sensação tendo feito seguidores no festival, The Vast of Night chega em 2019 em nossas telas e nos conta sobre a agitada noite de uma operadora de telefonia, toda nos Estados Unidos da década de 50. A operadora nascente se vê diante de um misterioso sinal de rádio e, em seguida, chamará um DJ para tentar para compreender as origens deste mistério.

Sem dúvida alimentado pelos episódios da Quarta Dimensão, Patterson destila-nos de sua introdução uma atmosfera que cheira bem ao estranho, utilizando através de um plano de códigos visuais que imediatamente remetem à obra de culto de Rod Serling. Esse tipo de tributo formal reaparecerá na filmagem de vez em quando, embora seu uso acabe por torná-los mais enigmáticos do que qualquer outra coisa.

Onde o diretor ataca forte é em sua maneira de tirar vantagem de um orçamento que achamos ser frágil para nos oferecer um filme muito legal visualmente. Uma foto elegante, uma reconstrução eficaz, Patterson até se permite alguma ousadia fina, como uma soberba tomada sequencial ligando os dois personagens principais da história.

Ciente, porém, de seus limites orçamentários, o diretor muitas vezes privilegia o poder da história e da imaginação em vez de cenas de ação, totalmente ausentes do filme. Assim, assistiremos a longas cenas de diálogo, às vezes em plano fixo, onde os palestrantes nos contarão sua versão da história a respeito desse famoso sinal. Porém, o princípio se mostrará tão eficaz quanto um quebra-cabeça, a pessoa comum às vezes pode achar o processo enfadonho, mas a redação do todo e a excelente interpretação dos atores conseguirão na maioria das vezes passar a pílula. Vamos lembrar mais uma vez que o Quarta dimensão frequentemente confiava na eficiência e originalidade de seu roteiro, e não no espetacular.

Às vezes dinâmico, muitas vezes contemplativo, com a vantagem adicional de um pequeno toque na condição de certos grupos étnicos durante este período,  The Vast of Night risco de deixar algumas pessoas para trás. Se você aceitar essa jornada nostálgica, no entanto, você poderá se encontrar no telhado de sua casa, olhando os céus em busca de um sinal de outro lugar.



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